Uma vida iluminada por um sol de alegria paixão pela vida. Vida provida por Deus que nos deseja firmados no Deus que nos ama e que através de Jesus Cristo nos reconcilia com Ele. Tal amor é tão grande que nos quer sempre presentes, morando eternamente no mundo maravilhose com o qual nos presenteou. Deus, ame-o ou deixe-o !
Viver é estar em um mundo maravilhoso com suas cores, luzes e imagens que nos fazem querer cada vez mais manter suas maravilhas, pena que muitos não pensam assim. Cada dia é a promessa de uma nova noite e cada noite a esperança de um novo dia. Viver cada momento em Deus, essa deve ser a nossa meta nesse mundo maravilhoso.
quarta-feira, agosto 31, 2005
Êta mundão biíto !!!!
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Kleverson Neves
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terça-feira, agosto 30, 2005
O Corvo
Edgar Allan Poe (translated by Milton Amado)
Foi uma vez: eu refletia, à meia-noite erma e sombria,
a ler doutrinas de outro tempo em curiosíssimos manuais,
e, exausto, quase adormecido, ouvi de súbito um ruído,
tal qual se houvesse alguém batido à minha porta, devagar.
"É alguém" - fiquei a murmurar - "que bate à porta, devagar;
sim, é só isso e nada mais".
Ah! claramente eu o relembro! Era no gélido dezembro
e o fogo, agônico, animava o chão de sombras fantasmais.
Ansiando ver a noite finda, em vão, a ler, buscava ainda
algum remédio à amarga infinda, atroz saudade de Lenora
- essa, mais bela que a aurora, a quem nos céus chamam Lenora
e nome aqui já não tem mais.
A seda rubra da cortina arfava em lúgubre surdina,
arrepiando-me e evocando ignotos medos sepulcrais.
De susto, em pávida arritmia, o coração veloz batia
e a sossegá-lo eu repetia: "É um visitante e pede abrigo.
Chegando tarde, algum amigo está a bater e pede abrigo.
É apenas isso e nada mais".
Ergui-me após e, calmo enfim, sem hesitar, falei assim:
"Perdoai-me, senhora, ou meu senhor, se há muito aí fora me esperais
mas é que estava adormecido e foi tão débil o batido,
que eu mal podia ter ouvido alguém chamar à minha porta,
assim de leve, em hora morta". Escancarei então a porta:
- escuridão e nada mais.
Sondei a noite erma e tranqüila, olhei-a fundo, a perqueri-la
sonhando sonhos que ninguém, ninguém ousou sonhar iguais
Estarrecido de ânsia e medo, ante o negror imoto e quedo,
só um nome ouvi (quase em segredo eu o dizia) e foi: "Lenora!"
E o eco, em voz evocadora, o repetiu também: "Lenora!"
Depois, silêncio e nada mais.
Com a alma em febre, eu novamente entrei no quarto e, de repente,
mais forte, o ruído recomeça e repercute nos vitrais.
"É na janela" - penso então - "Por que agitar-me de aflição?
Conserva a calma, coração! É na janela, onde, agourento,
o vento sopra. É só do vento esse rumor surdo e agourento.
É o vento só e nada mais."
Abro a janela e eis que, em tumulto, a esvoaçar, penetra um vulto:
- é um Corvo hierático e soberbo, egresso de eras ancestrais.
Como um fidalgo passa, augusto e, sem notar sequer meu susto,
adeja e pousa sobre o busto - uma escultura de Minerva,
bem sobre a porta; e se conserva ali, no busto de Minerva,
empoleirado e nada mais.
Ao ver da ave austera e escura a soleníssima figura,
desperta em mim um leve riso, a distrair-me de meus ais.
"Sem crista embora, ó Corvo antigo e singular" - então lhe digo -
"não tens pavor. Fala comigo, alma da noite, espectro torvo,
qual é teu nome, ó nobre Corvo, o nome teu no inferno torvo!"
E o Corvo disse: "Nunca mais."
Diversa coisa não dizia, ali pousada, a ave sombria,
com a alma inteira a se espelhar naquelas sílabas fatais.
Murmuro, então, vendo-a serena e sem mover uma só pena,
enquanto a mágoa me envenena: "Amigos ? sempre vão embora.
Como a esperança, ao vir a aurora, ele também há de ir-se embora."
E disse o Corvo: "Nunca mais."
Vara o silêncio, com tal nexo, essa resposta que, perplexo,
julgo: "É só isso o que ele diz; duas palavras sempre iguais.
soube-as de um dono a quem tortura uma implacável desventura
e a quem, repleto de amargura, apenas resta um ritornelo
de seu cantar; do morto anelo, um epitáfio: - o ritornelo
de "Nunca mais, nunca mais."
Como ainda o Corvo me mudasse em um sorriso a triste face,
girei então numa poltrona, em frente ao busto, à ave, aos umbrais
e, mergulhado no coxim, pus-me a inquirir (pois, para mim,
visava a algum secreto fim) que pretendia o antigo Corvo,
com que intenções, horrendo, torvo, esse ominoso e antigo Corvo
grasnava sempre: "Nunca mais."
Sentindo da ave, incandescente, o olhar queimar-me fixamente,
eu me abismava, absorto e mudo, em deduções conjeturais.
Cismava, a fronte reclinada, a descansar, sobre a almofada
dessa poltrona aveludada em que a luz cai suavemente,
dessa poltrona em que ela, ausente, à luz que cai suavemente,
já não repousa, ah! nunca mais ?
O ar pareceu-me então mais denso e perfumado, qual se incenso
ali descessem a esparzir turibulários celestiais.
"Mísero!" - exclamo - "Enfim teu Deus te tá, mandando os anjos seus,
esquecimento, lá dos céus, para as saudades de Lenora.
Sorve o nepentes. Sorve-o, agora! Esquece, olvida essa Lenora!"
E o Corvo disse: "Nunca mais."
"Profeta!" - brado - "Ó ser do mal! Profeta sempre, ave infernal
que o Tentador lançou do abismo, ou que arrojaram temporais,
de algum naufrágio, a esta maldita e estéril terra, a esta precita
mansão de horror, que o horror habita, - imploro, diz-mo, em verdade:
Existe um bálsamo em Galaad? Imploro! diz-mo, em verdade!"
E o Corvo disse: "Nunca mais."
"Profeta!" - exclamo - "Ó ser do mal! Profeta sempre, ave infernal!
Pelo alto céu, por esse Deus que adoram todos os mortais,
fala se esta alma sob o guante atroz da dor, no Éden distante,
verá a deusa fulgurante a quem nos céus chamam Lenora,
- essa, mais bela do que a aurora, a quem nos céus chamam Lenora!"
E o Corvo disse: "Nunca mais!"
"Seja isso a nossa despedida!" - ergo-me e grito, alma incendiada. -
"Volta de novo à tempestade, aos negros antros infernais!
Nem leve pluma de ti reste aqui, que tal mentira ateste!
Deixa-me só neste ermo agreste! Alça teu vôo dessa porta!
Retira a garra que me corta o peito e vai-te dessa porta!"
E o Corvo disse: "Nunca mais!"
E lá ficou! Hirto, sombrio, ainda hoje o vejo, horas a fio,
sobre o alvo busto de Minerva, inerte, sempre em meus umbrais.
No seu olhar medonho e enorme o anjo do mal, em sonhos, dorme,
e a luz da lâmpada, disforme, atira ao chão a sua sombra.
Nela, que ondula sobre a alfombra, está a minha alma: e, presa à sombra,
não há-de erguer-se, ai! Nunca mais!
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Kleverson Neves
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sábado, agosto 27, 2005
katrina


Rodopiando em um turbilhão de emoções conflitantes.
Ventos de estranhos sentimentos,pulsantes, rasgantes.
Tento encontrar-me diante de tantos desencontros em mim, comigo.
Volto-me para meu ser, pulsando de atordoante fúria.
Ante tal vagalhão de ódio volto-me atonito.
Como seguirei dentro de tais ventos revoltos
Lutas e conflitos que são reais e presentes em meu ser.
Dilacero-me em busca de um corpo que me entenda.
Espirito torturado em um invólucro mudo e que não me completa.
Tomado por tais correntes de ar desvairado,
encontro-me em desalinho com meu ser integral.
Busco uma consistência em uma existência que não me complementa.
Busco uma não existência que talvez não me complete,
muito menos talvez não me atenda ou entenda.
Uma desistência mortificada em névoa de uma morte em vida,
ou vida na morte ? Morrerei...., quem sabe, descobrirei ?
Não sei como seguir, porém seguirei, sabendo que te verei novamente.
Autor : Kleverson
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sexta-feira, agosto 26, 2005
Evolução !
Caso você não saiba ainda, os blogs já deram várias crias, alem dos flogs, gerando os vlogs , gerados por pessoas chamadas de videobloggers. Temos já em terras tupniquins trabalhos feitos por brazucas . Nem tudo limita-se ao cotidiano e podendo também ser divertido , ou mesmo sermos desafiados em novas tarefas , indo onde nenhum ser humano jamais esteve. Quando pensamos que uma forma de tecnologia já atingiu seu limite somos surpreendidos pelo elemento mais surpreendente: o homem.
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terça-feira, agosto 23, 2005
Réquiem sob as estrelas.
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Uma certa Quarta.
Outro dia visitando o blog da Helena , eu encontrei um texto que ela publicou no dia do meu aniversário.Após ler, gostei, achei deveras interessante e resolvi, com autorização dela, colocá-lo aqui, como segue, espero que gostem:
Quarta-feira, Junho 08, 2005
Diurnos # 2
A borrasca percorre o ar e agiganta-se do mar. Corre um ar quente e denso. Não se vê a serra e o cabo é apenas uma mancha que parece saída de algum quadro de Rothko. O ar está parada e alguns coelhos atrevem-se a cruzar o pequeno empedrado ali mais à frente. Tudo o mais está quieto. Expectante. Calor dissimulado nos dias de bruma.
Virá só o calor ou de nenhures regressará D. Sebastião? Creio que isso bem pouco importa. Venha qualquer coisa menos esta borrasca que se anuncia.
O mar descansa na sua dorida imensidão.
Ericeira, 8 de Junho 05
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sábado, agosto 20, 2005
De Helena de Lisboa a velha Tróia.
faltou o rapaz do meio
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sexta-feira, agosto 12, 2005
Cristo é Vida e Liberdade !
Aí meu irmão, se tu curte um jeito mais underground de ser cristão, tem uma opçao, bem como uma rádio também pancadão , com um som da pesada, white metal do bom ! Essa dica vai em homenagem ao meu brother Jefferson, um cara que sabe das coisas de Cristo. Em caso de outro som tu pode se virar com essas estações ! Encontrei uma rádio black gospel , experimenta.
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quarta-feira, agosto 10, 2005
Upgrade no conhecimento.
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Quem tem ouvidos ouça.
Autor: Kleverson
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domingo, agosto 07, 2005
Vivendo.
Autor : Kleverson
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quinta-feira, agosto 04, 2005
Vento nas pradarias.

O vento sopra como um amigo antigo, que pode demorar mas está sempre voltando para me ver e trazer notícias de perto e de longe. Agora me traz novas de morte, com seu cheiro de podridão sem fim. A muitas luas que estamos em busca de paz e vida. Embora possa parecer estranho um guerreiro buscar paz, só na paz é que poderemos salvar a pouca vida que nos resta. O grande Pai Branco nos prometeu que não nos perseguirá mais, que nós não seremos exterminados como folhas secas ao fogo. Não sabemos o que aguardar, pois os brancos já nos mentiram tanto que muitas e muitas luas já se passaram após a última verdade que nos foi dita por eles. Saberemos agora ou então morreremos defendendo nossa vida, é a única que conhecemos e não sabemos viver de outra forma. Que os bravos do amanhã sejam fortes em vida e lembrem-se de nós mesmo que o vento não lhes traga mais notícias de nós em seus ouvidos. Se não ouvirem o vento falar de nós, saibam que morremos como guerreiros, pois vivemos como bravos.
Autor : Kleverson.
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quarta-feira, agosto 03, 2005
Éons

Visão de velhas idades
quando guerreiros caminhavam sobre a terra
como senhores de antigas cidades.
Antigas batalhas a sombra de seus galhos,
raízes regadas com sangue de samurais.
Vidas esquecidas de homens falhos.
Priscas eras de lutas e batalhas,
quando homens se julgavam imortais.
Porém, mortais como pequenas gralhas.
Nevoeiros de eras passadas
a tudo encobriram.
Vidas vitoriosas ou fracassadas.
Tudo passou, tudo pereceu,
porém como sentinela eterna,
apenas você permaneceu.
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terça-feira, agosto 02, 2005
Tarde de sol.
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segunda-feira, agosto 01, 2005
João.

Trem lotado, marmita na mão,
em dia de frio e nevoeiro.
Assim apressado e ligeiro,
chegou correndo João.
Nem bem entrou, a porta fechou,
trancando sua cara amassada
em meio a multidão enlatada.
Com o suave balanço até cochilou.
Em sua cabeça dançando
estavam de criança lembranças.
Como Carla e suas tranças,
menina, em sua casa brincando.
Eia que bruta solavanco !
De chofre para o trem na estação,
no colo da velhinha quase cai João.
Perdão, não deu pra segurar o tranco !
Eis que para a composição.
João salta e segue seu caminho,
absorvido na fervilhante multidão.
Rápido subiu no onibus lotado,
a carteira procurou.
Droga, logo hoje fui roubado !
Com o cobrador desenrolou,
para a viagem prosseguir.
Assim no trabalho chegou.
Do chefe foi ouvindo,
a bronca pelo atraso.
Na cara foi tinindo
mas ele não fez caso.
Trabalhando, logo tá na hora do rango !
Arroz com feijão
e um disco voador.
Não tá mole não !
Uma dureza de horror.
Que doce apito afinal,
trabalho agora só segunda.
Finalmente em casa com o pessoal !
Êta trem atrasado,
vou sair com a Raimunda
no primeiro feriado.
No balanço do trem,
João só dormitando,
cansado como ninguém.
Depois de duas horas de viagem,
andando pela rua,
olhando uma baita lua
e todo doído de friagem.
Em casa chega João,
sua filha Carla vem correndo,
seus doces logo querendo,
mal o pai vê no portão.
Um beijo em sua filha
todo o cansaço vencendo,
a longa escada descendo,
querendo logo vêr a família.
O despertador a berrar,
danada de vida dura.
Chave na fechadura,
já vai João trabalhar !
Autor : Kleverson
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Kleverson Neves
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6:22 PM
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Fases.

Cheia de si
Minguante de amores
Nova de lágrimas
Crescente de mágoas
Alma cheia...de vácuos
Alegria minguante
Vida nova
Angustia crescente
Cheia de esperança
Minguante em raiva
Nova de amores
Crescente de renovação
Selene enamorada
Pelo Sol de sua vida
Em uma Terra encantada
de magia e sedução
Autor : Kleverson
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Kleverson Neves
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